O advogado americano Ed Rosenthal, que dedicou mais de 50 anos à luta contra a proibição da cannabis nos Estados Unidos, agora se dirige à Índia, país onde o cânhamo já era usado há séculos.

No início dos anos 60, a Índia foi forçada a aderir ao Tratado das Nações Unidas sobre Drogas Narcóticas de 1961, que incluía a cannabis, conhecida localmente como ganja. No entanto, a decisão gerou problemas, pois o cânhamo era e ainda é usado religiosamente.

A Índia é um dos países mais religiosos visitados pelo autor. A maioria da população hindu usa o cânhamo em forma de bhang, uma bebida feita a partir das folhas concentradas, durante festivais dedicados ao deus Shiva. Além disso, milhões de indianos usam o cânhamo em forma de broto ou charas, um tipo de hash.

Em 1986, o governo indiano criminalizou o cânhamo, o que levou Rosenthal a questionar a decisão. Ele argumenta que a proibição foi imposta pelos EUA e prejudica a população indiana.

Em 2025, Rosenthal publicou um livro fotográfico documentando a colheita legal de cânhamo na Índia nos anos 1980, intitulado 'Ganja em Índia'. Ele defende a relegalização do cânhamo, alegando que a proibição é injusta e prejudicial.