Análise de ondas gravitacionais reduz busca por falsos buracos negros. Buracos negros são regiões de espaço-tempo onde a gravidade é tão intensa que nem mesmo a luz pode escapar. Quando dois buracos negros orbitam e se fundem, geram ondas gravitacionais que podem ser confundidas com outras emissões de fusões de objetos compactos exóticos.
Apesar de avanços na detecção dessas ondas, astroparticulistas têm buscado métodos para diferenciar buracos negros reais de 'falsos' com sinais gravitacionais semelhantes. Um dos métodos propostos envolve medir o momento quadrupolar induzido pela rotação de um objeto, que descreve como a rotação afeta a distribuição de massa do objeto.
Investigadores da Universidade de Birmingham, Instituto Perimeter de Física Teórica, Instituto Canadense de Astrofísica Teórica e outras instituições analisaram o sinal gravitacional GW241011, detectado pelos detetores LIGO Hanford e Virgo. Seu artigo, publicado na revista Physical Review Letters, indica que o objeto mais massivo envolvido na fusão é consistente com um buraco negro de Kerr, que possui características determinadas apenas pelo seu spin e massa. Além disso, estabelece limites sobre outros objetos compactos exóticos que poderiam compor esse objeto.
N. V. Krishnendu, co-autor e autor correspondente do artigo, explicou que o método foi proposto em 2017 para testar se objetos compactos são realmente buracos negros. A ideia surgiu da pergunta fundamental de que buracos negros são completamente caracterizados por sua massa e spin na relatividade geral, enquanto objetos compactos exóticos, como estrelas de bóson, podem ter estruturas adicionais que alteram seus momentos polares.
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