Israel conduziu uma série de ataques aéreos em Gaza, resultando na morte de pelo menos um palestino e ferindo mais de 12 pessoas. As forças israelenses também destruíram a mesquita Al-Muttaqin, localizada nas proximidades do edifício da YMCA, em Gaza City, na terça-feira.
De acordo com o correspondente da Al Jazeera, Tareq Abu Azzoum, os ataques aéreos se concentraram nas regiões central e norte de Gaza. Ele relatou que, embora a área tenha sido avisada sobre os bombardeios, o tempo para que os civis se preparassem foi extremamente limitado.
Em um ataque separado no campo de refugiados de Nuseirat, uma pessoa foi morta e pelo menos 20 outras ficaram feridas ao serem atingidas em um mercado movimentado, conforme informações de autoridades de saúde locais. Abu Azzoum expressou a preocupação de que a população esteja presa em um ciclo interminável de medo diante da possibilidade de novos ataques.
Medidas de segurança e força de estabilização
No último domingo, o gabinete de segurança de Israel aprovou uma medida que, teoricamente, permitiria a entrada dos primeiros membros de uma Força de Estabilização Internacional em Gaza, como parte do “cessar-fogo” mediado pelos EUA, iniciado em outubro. No entanto, a situação no terreno continua tensa e instável.
Violência de colonos na Cisjordânia
Simultaneamente, a violência contra palestinos na Cisjordânia ocupada tem aumentado. O Crescente Vermelho Palestino informou que oito palestinos foram forçados a deixar suas casas em Abu Najim, perto de Belém, após colonos israelenses atearem fogo na edificação. Testemunhas relataram que os colonos também incendiaram um carro e picharam as paredes do prédio antes de queimá-lo.
A agressão de colonos tem se intensificado, com grupos atacando palestinos em suas residências e em locais públicos. Além disso, as autoridades israelenses estão confiscando mais terras palestinas na Cisjordânia. A agência de notícias Wafa relatou que Israel emitiu ordens militares para a apreensão de cerca de 200 dununs (20 hectares) de terras em cidades da governadoria de Jenin.
Tareq Aghbaria, uma autoridade de assuntos de assentamentos de Jenin, declarou que houve um aumento significativo nas ordens de confisco de terras, especialmente nos últimos dois dias, com foco nas áreas do sul, como Arrabeh, Qabatiya e Misilya. A Comissão de Resistência à Colonização e ao Muro informou que 14 das ordens visam a construção e expansão de estradas militares, totalizando mais de 11,3 quilômetros, para servir uma rede de novos postos coloniais aprovados pelo governo israelense na região.
Comentários (0)
Entre ou cadastre-se para comentar.