Ao escolher a roupa, guardar brinquedos, escovar os dentes, tomar banho ou ajudar na preparação da refeição, as crianças neurodivergentes podem ganhar autonomia gradualmente. Essas tarefas simples são parte do aprendizado que contribui para a construção da independência e a participação ativa na rotina diária.

A terapeuta ocupacional Adriana Paraguassu destaca que cada criança tem seu próprio ritmo e necessidades. É importante identificar até onde a ajuda é necessária e substituir gradualmente o ‘fazer pela criança’ pelo ‘ensinar a fazer’. Isso envolve criar oportunidades para que a criança experimente e assuma gradualmente responsabilidades compatíveis com suas habilidades e estágio de desenvolvimento.

Substituir a ajuda pelo ensino

O desafio para pais e responsáveis é identificar quando a ajuda é necessária e quando a criança pode assumir parte da tarefa. A repetição de fazer a tarefa por ela pode diminuir as oportunidades de aprendizado. A proposta é substituir essa abordagem pelo ensino, adaptando o suporte às necessidades individuais e reduzindo-o conforme novas habilidades são adquiridas.