A divulgação dos dados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) 2025 reforçou, na avaliação de especialistas ouvidos pelo Jornal Opção , a necessidade de políticas públicas de longo prazo para enfrentar as dificuldades de aprendizagem dos estudantes brasileiros. Alfabetização na idade adequada, formação de professores, recomposição da aprendizagem e uso consciente das novas tecnologias aparecem entre os principais desafios apontados. O levantamento, divulgado nesta terça-feira, 8, mostrou que o Brasil permaneceu abaixo da média da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) nas três áreas avaliadas.
O país registrou 377 pontos em Matemática, ante média de 463 da OCDE; 409 em Ciências, diante de 482; e 408 em Leitura, contra 463. Entre os 89 países e economias participantes, o Brasil ficou em 71º lugar em Matemática, 67º em Ciências e 52º em Leitura. Para o presidente do Conselho Estadual de Educação de Goiás (CEE-GO), Jaime Ricardo, entretanto, o levantamento não deve ser interpretado como uma tabela de campeonato esportivo.
Mais importante do que a posição ocupada pelo país, segundo ele, é observar o nível de aprendizagem demonstrado pelos estudantes. “Mais do que uma posição ocupada pelo país em um ranking internacional, o dado que deve preocupar os gestores, educadores e a sociedade é o nível efetivo de aprendizagem demonstrado pelos estudantes”, afirmou. Ao comentar a apresentação do Brasil em posições específicas no ranking, ele acrescentou: “Eu não acho correto atribuir uma posição exata como se fosse uma tabela de campeonato.” O maior desafio aparece em Matemática.
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