Andy Burnham, indicado por um número expressivo de parlamentares do Partido Trabalhista, está prestes a assumir o cargo de Primeiro-Ministro no Número 10, mas a disputa pelo cargo de chanceler no Número 11 continua intensa. A nomeação do chanceler será um indicativo das intenções de Burnham tanto para os políticos quanto para os mercados financeiros.

Expectativas e Influências na Escolha do Chanceler

A equipe de Burnham afirma que nenhuma decisão foi tomada até o momento, e os anúncios sobre os cargos ministeriais devem ocorrer apenas na próxima segunda-feira, quando Burnham se mudará para o Número 10. Discussões estão em andamento entre um grupo restrito de colaboradores, incluindo James Purnell, Louise Haigh e Josh Simons, que renunciou para que Burnham pudesse se candidatar.

Após a vitória de Burnham na recente eleição suplementar de Makerfield, havia uma expectativa generalizada de que o Secretário de Energia, Ed Miliband, assumisse o Tesouro. No entanto, tentativas tanto explícitas quanto sutis de influenciar a escolha de Burnham surgiram, incluindo pressões de sindicatos de trabalhadores da indústria de petróleo e gás, que desconfiam das intenções de Miliband. Lord Walker, um conselheiro não remunerado de Keir Starmer, também expressou preocupação de que um chanceler com uma visão ideológica poderia causar reações negativas nos mercados financeiros.

Possíveis Candidatos e Cenários

Nos últimos dias, parlamentares próximos a Burnham acreditam que a probabilidade de Miliband ser nomeado chanceler diminuiu consideravelmente, embora não estejam tomando as decisões finais. Os apoiadores de Miliband sustentam que sua nomeação ainda é possível e desejável, citando sua experiência em economia e sua passagem pelo Tesouro no governo de Gordon Brown.

Além de Miliband, outros nomes estão sendo cogitados. Lord Jim O'Neill, ex-economista-chefe do Goldman Sachs e um defensor do Northern Powerhouse, e Andy Haldane, ex-economista-chefe do Banco da Inglaterra, estão entre os conselheiros de Burnham, mas seus papéis no governo ainda não estão claros. Se Burnham considerar o Tesouro como um obstáculo ao crescimento regional, sua administração poderá ter um controle mais forte sobre a política econômica.

Haigh também pediu uma abordagem mais robusta para promover o crescimento econômico a partir do Número 10. Nesse contexto, se O'Neill e Haldane estiverem envolvidos, a necessidade das habilidades de Miliband no Tesouro poderia ser reavaliada.

Outra possibilidade é a nomeação da Secretária do Interior, Shabana Mahmood, para o Número 11. Embora ela não tenha formação em economia, sua presença poderia tranquilizar os mercados e facilitar a transição de Burnham. Yvette Cooper, Secretária de Relações Exteriores, também é considerada uma potencial ocupante do cargo. No entanto, a decisão ainda não é clara e nenhuma confirmação será feita até a próxima semana.