O Ceará enfrentou o Fortaleza neste domingo (13), em jogo válido pela 28ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro, e deixou o gramado com um empate com sabor de vitória. Além disso, igualou o maior tabu da história dos confrontos, com 16 jogos invicto diante do maior rival.

Melk é peça fundamental

Thiago Gadelha/SVM

No total, são seis vitórias do Ceará e 10 empates. Números que expõem, inclusive, a dificuldade para sair de campo com os três pontos. O jogo deste domingo (13) não foi diferente. O Ceará empatou somente aos 42 minutos do segundo tempo, mas esse cenário de fazer gol no Clássico-Rei no fim do jogo tem sido frequente. Não parece mais acaso: o Ceará tem encontrado maneiras de sobreviver ao Clássico-Rei mesmo quando o futebol apresentado está longe do ideal.

Outro tópico que precisa ser destacado carrega o nome do camisa 40 do Ceará: Melk. Tudo que já foi falado em análises anteriores se soma a esta e a cada feito de Melquisedeque com a camisa alvinegra - e não são poucos. O jogador é o artilheiro do Ceará na Série B, o jogador do Vovô com mais participações em gols, o mais jovem em campo pelo Ceará neste duelo diante do Fortaleza e, mais uma vez, foi quem resolveu o problema do Ceará.

Em 25 jogos na Série B, Melk soma sete gols marcados e quatro assistências, que resultam em 11 participações diretas em gols. O camisa 40 é peça fundamental na temporada do Ceará até aqui. No meio da semana, no jogo diante do Atlético-GO, sentiu cãibras e pediu para sair. Foi suficiente para gerar preocupação na torcida alvinegra. No entanto, o melhor jogador do Ceará na atualidade jogou o Clássico e fez o que se esperava dele. Afinal, o jogador de 20 anos é quem está assumindo a responsabilidade no momento ruim que o clube atravessa.