No último sábado (18), o Irã intensificou seus ataques contra aliados dos Estados Unidos no Golfo, um dia após os EUA realizarem bombardeios em alvos militares iranianos, marcando a sétima noite consecutiva de ofensivas. Os confrontos se agravam após o colapso do cessar-fogo, que havia sido acordado há um mês.
Reações e ataques no Golfo
De acordo com a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, foram atacados um centro de apoio militar dos EUA no Campo Arifjan e uma instalação de radar na Base Aérea de Ali Al Salem, ambas localizadas no Kuwait. A mídia estatal iraniana também relatou ataques à Base Aérea de Sheikh Isa, no Bahrein, onde supostamente estão concentradas aeronaves de combate americanas.
Além disso, a Guarda Revolucionária afirmou ter destruído pelo menos dois caças americanos e outras três aeronaves durante um ataque com mísseis e drones à base americana de Al Azraq, na Jordânia. A Reuters não pôde confirmar essas informações.
Aumento dos preços do petróleo
Os preços do petróleo dispararam mais de 4% na sexta-feira (17), atingindo seu maior nível em mais de um mês. Esse aumento ocorre em meio à escalada do conflito, que gera pressão política sobre o presidente dos EUA, Donald Trump, especialmente com as eleições legislativas se aproximando.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, expressou preocupação com a escalada do conflito, destacando os ataques à infraestrutura civil na região. A infraestrutura civil no Irã e no Kuwait tem sido alvo frequente de bombardeios, com relatos de danos a usinas de dessalinização e geração de energia.
Em um comunicado, a Guarda Revolucionária declarou: "Como não existe nenhuma instituição internacional para impedir a selvageria das forças armadas dos EUA, não nos resta outro caminho senão o mandamento do Alcorão: 'Quem vos atacar, atacai-o da mesma maneira'". O grupo também alertou que os aliados dos EUA na região devem se preparar para novos ataques.
O cenário se complica com a troca de acusações entre os dois lados sobre o tráfego marítimo. Enquanto os EUA afirmam estar impondo um bloqueio naval, o Irã alega que começou a atacar embarcações que violam suas normas de navegação no Estreito de Ormuz, uma rota crucial para o abastecimento global de petróleo.
As consequências dessa escalada militar podem afetar gravemente a segurança e a estabilidade na região, aumentando o risco de novas interrupções no fornecimento de energia global.
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