Crise de escravidão digital afetada por fraudes online em Camboja

Camboja se tornou um importante centro de operações de fraude online organizadas, que exploram pessoas de todo o mundo, incluindo africanos traficados.

A according to the United Nations, essas operações geram bilhões de dólares anualmente, superando a droga ilegal como a atividade mais lucrativa para redes criminosas, conforme relatado pelo United States Institute of Peace.

No entanto, além das vítimas de fraudes, o setor de fraude também emprega milhares de trabalhadores traficados de 66 países, incluindo africanos, que são submetidos a tortura, abuso sexual e trabalho forçado, segundo um relatório da United Nations Human Rights.

A Freedom Collaborative destaca que africanos formam a maior parcela desses trabalhadores traficados em Camboja e Myanmar, sem vias legais de retorno.

O governo cambojano tem sido relutante em combater essas operações, alegando interesse econômico em manter as vítimas no país, já que muitas têm multas por permanência irregular registradas.

Segundo a Amnesty International, a falta de representação consulares de países africanos em Camboja dificulta o retorno dos traficados.