O dólar comercial fechou a terça-feira (14) cotado a R$ 5,074, marcando uma queda de 1,12% e atingindo o menor fechamento desde 15 de junho. A movimentação nos mercados foi impulsionada pela divulgação de dados de inflação dos Estados Unidos, que vieram abaixo das expectativas, influenciando a perspectiva sobre a política monetária do Federal Reserve.

A desvalorização da moeda americana ocorreu em um contexto de alívio nas apostas de alta nas taxas de juros por parte do Fed. O índice de preços ao consumidor (CPI) dos EUA apresentou uma deflação de 0,4% em junho, superando a expectativa de um índice negativo de 0,1%. Além disso, a inflação acumulada em 12 meses ficou em 3,5%, também abaixo das projeções.

Esses números levaram investidores a reavaliar a possibilidade de uma nova elevação nas taxas de juros americanas no curto prazo, resultando na valorização de divisas de países emergentes, como o real. O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, registrou uma queda de 0,35%.

Bolsa brasileira em alta

O Ibovespa, principal índice da B3, fechou em alta de 0,51%, alcançando 176.641 pontos, recuperando-se do recuo da véspera. O avanço da Bolsa foi sustentado pelo alívio nas expectativas em relação aos juros nos Estados Unidos, um cenário que tende a beneficiar mercados emergentes, incluindo o Brasil.

Alta nos preços do petróleo

Os preços do petróleo também apresentaram um aumento, alcançando o maior nível em cerca de um mês, impulsionados pela continuidade das tensões entre Estados Unidos e Irã. O barril do Brent, referência internacional, subiu 1,72%, cotado a US$ 84,73, enquanto o petróleo WTI, do Texas, avançou 1,53%, fechando a US$ 79,34.

Os preços permanecem sob pressão devido aos riscos de interrupção na oferta global, especialmente após o restabelecimento do bloqueio naval americano ao Irã e as incertezas relacionadas ao Estreito de Ormuz, que é responsável por cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo. Contudo, a alta nos preços do petróleo pode impactar a inflação global e afetar a demanda nos próximos meses.

* com informações da Reuters