A EasyJet, uma das maiores companhias aéreas da Europa, anunciou que aceitou em princípio uma proposta de aquisição de £5,7 bilhões da empresa americana Apollo Management. A decisão foi tomada poucos dias após a companhia ter concordado com uma oferta rival da Castlelake, também dos Estados Unidos.

A companhia, com sede em Luton, informou que a oferta da Apollo representa um resultado "superior" para os investidores em comparação à proposta de £5,2 bilhões da Castlelake, que havia sido aceita em princípio no último fim de semana.

Detalhes das ofertas e prazos

O valor da proposta da Apollo é de £7,15 por ação, enquanto a oferta da Castlelake era de £6,90 por ação. Com isso, a EasyJet declarou que não está mais inclinada a aceitar a proposta da Castlelake. A Apollo tem até as 17h do dia 7 de agosto para formalizar sua oferta ou desistir, enquanto a Castlelake tem um prazo até 3 de agosto.

Contexto do mercado e desafios regulatórios

A decisão da EasyJet de considerar a proposta da Apollo surge após uma série de ofertas da Castlelake, que inicialmente foram rejeitadas pela companhia. A EasyJet acusou a Castlelake de tentar adquirir a empresa "a um preço baixo". No entanto, no domingo, a companhia anunciou que havia chegado a um acordo inicial com a Castlelake.

Um ponto importante a ser considerado em qualquer negociação de aquisição da EasyJet são as regulamentações da União Europeia, que exigem que a companhia seja majoritariamente controlada por cidadãos da UE. A Castlelake propôs uma parceria com dois empresários da UE, Peter Bellew e Mark Breen, que teriam o controle majoritário da companhia por meio de uma empresa baseada na Europa.

A EasyJet também destacou que a oferta da Apollo representa um aumento de 81% em relação ao preço de suas ações, que era de £3,94 em 28 de maio, antes do interesse de aquisição da Castlelake ser tornado público. Até o momento em que a EasyJet concordou com a Castlelake, a companhia acusou a empresa americana de ser "altamente oportunista" em suas propostas, argumentando que o preço de suas ações havia sido "temporariamente deprimido" devido ao impacto da guerra no Irã sobre o setor de viagens.