Neste julho, durante o verão mais quente da história britânica, uma discussão surgiu sobre a ciência climática nas redes sociais. Richard Tice, vice-líder do Reform Party, compartilhou um artigo do jornal The Telegraph afirmando que as ondas de calor são causadas pela diminuição da poluição, não pelo dióxido de carbono.

Tice estava errado ao sugerir que o dióxido de carbono não é o principal responsável pelo aquecimento global. No entanto, a ciência que ele distorceu é real e mais interessante do que sua afirmação original.

Poluições diferentes

O combustível fóssil que temos queimado há mais de um século produz dois tipos de poluição muito diferentes. É bem conhecido que o dióxido de carbono aquece a Terra. No entanto, a poluição de sulfeto, que forma vastas quantidades de partículas minúsculas no ar e reflete a luz solar de volta ao espaço, também existe.

A redução das emissões de gases poluentes, como o programa de chuva ácida dos Estados Unidos nos anos 90, está diminuindo drasticamente enquanto as emissões de dióxido de carbono permanecem próximas aos níveis recorde.

Cientistas acreditam que a perda desse efeito de resfriamento está ligeiramente acelerando o aquecimento global.

Impacto das partículas

Burner coal e óleo liberam dióxido de enxofre, que forma partículas minúsculas conhecidas como aerosóis sulfatados. Essas partículas são claras e refletem parte da luz solar antes que ela alcance e aqueça a superfície da Terra.

A poluição de sulfeto funciona como poeira nos vidros de um estufa. Quanto mais poeira se acumula nessas janelas, menos luz entra, e menos rápido a estufa aquece inicialmente.