Após a derrota da Inglaterra para a Argentina na semifinal da Copa do Mundo, surgem questionamentos sobre a qualidade geral da equipe, que tem se mostrado inconsistente em momentos decisivos. O técnico Thomas Tuchel, em entrevista após a vitória nas quartas de final contra a Noruega, criticou o desempenho da seleção, mesmo elogiando sua mentalidade.

A Inglaterra, que não consegue alcançar uma final de Copa do Mundo desde 1966, acumula frustrações em sua história recente, incluindo derrotas em finais da Eurocopa e na semifinal do Mundial de 2018. Essa sequência de quase vitórias levanta dúvidas sobre se a seleção é apenas uma equipe que se destaca em momentos, mas falha em manter um desempenho consistente.

Campanha marcada por individualidades

A campanha da Inglaterra no torneio foi impulsionada por dois jogadores excepcionais: o capitão Harry Kane e Jude Bellingham, que juntos marcaram 12 dos 14 gols da equipe. Contudo, a ausência de jogadores-chave como Declan Rice e Bukayo Saka, devido a problemas de saúde e lesões, afetou o rendimento esperado.

Enquanto John Stones continua a ser uma presença sólida na defesa, a equipe é mais confiável do que espetacular. A falta de um talento coletivo comparável ao de seleções como Espanha e França, que possuem jogadores de classe mundial, levanta a questão sobre a capacidade da Inglaterra de competir em alto nível.

Desempenho tático e controle de jogo

Tuchel reconheceu que a posse de bola é fundamental e observou que a seleção inglesa não possui a mesma capacidade de controle de jogo que outras nações, como Argentina e Brasil. Ele argumentou que essa característica não faz parte do DNA do futebol inglês, o que se reflete na dificuldade da equipe em controlar partidas importantes.

Um dado alarmante para a Inglaterra foi a estatística que mostrou que, após marcar o primeiro gol contra a Argentina, a equipe teve apenas 12% de posse de bola até o final do jogo. Essa falta de controle tático, especialmente em momentos cruciais, foi criticada e levanta questões sobre a abordagem do treinador em situações de pressão.

Apesar das expectativas em torno de Tuchel, sua estratégia e a escolha do elenco geraram descontentamento. Jogadores como Trent Alexander-Arnold e Phil Foden foram deixados de fora, o que levou a questionamentos sobre a profundidade e a qualidade do time. A incapacidade de controlar o jogo contra adversários fortes, como demonstrado na semifinal contra a Argentina, evidencia uma falha que precisa ser abordada.

A situação atual da seleção inglesa sugere que, apesar de alguns talentos individuais, a equipe precisa de uma estratégia mais robusta e de um coletivo mais forte para ser competitiva em grandes torneios. A busca por soluções para essas lacunas será crucial para o futuro do futebol inglês.