Na terça-feira, 24 de outubro, aviões de guerra dos Estados Unidos e da Arábia Saudita realizaram ataques aéreos contra militantes apoiados pelo Irã no Iraque, que recentemente lançaram mais de duas dúzias de ataques com drones, conforme informou o comando militar dos EUA.

As Forças de Mobilização Popular, uma coalizão de paramilitares pró-Irã, relataram que várias pessoas foram mortas e feridas nos ataques realizados, além de danos a diversos prédios e instalações.

Reação do Irã e novos desenvolvimentos no estreito de Ormuz

Em resposta, os Guardas Revolucionários do Irã afirmaram que atacaram e paralisaram três petroleiros no Estreito de Ormuz na manhã de quarta-feira, 25 de outubro. A agência de notícias Tasnim informou que os navios foram atingidos por não atenderem aos avisos e continuarem em uma rota considerada insegura e ilegal.

Fortalecimento das defesas iranianas e impacto nos preços do petróleo

Fontes indicam que o Irã deve receber nas próximas semanas um primeiro lote de até 400 sistemas de mísseis antiaéreos portáteis fabricados na China. O valor da compra é estimado entre 60 e 70 milhões de dólares e representa um dos maiores esforços de Teerã para reforçar suas defesas desde o início do conflito com os EUA e Israel.

O contrato, assinado com uma empresa de Hong Kong, abrange a aquisição de entre 300 e 400 sistemas MANPADS, incluindo mísseis QW-12 e FN-16. Essa movimentação ocorre em um contexto de crescente tensão na região.

Os preços do petróleo também reagiram ao aumento das hostilidades, com uma alta superior a 3% no início do comércio asiático na quarta-feira. O petróleo West Texas Intermediate estava cotado a 82,20 dólares por barril, enquanto o Brent do Mar do Norte alcançou 87,30 dólares.

O comando militar dos EUA informou que interceptou um ataque de mísseis iranianos no mesmo dia em que os ataques aéreos foram realizados. Segundo o CENTCOM, todos os mísseis foram derrubados e as forças dos EUA permanecem em alerta máximo.

A Arábia Saudita confirmou sua participação nos ataques, afirmando que os alvos eram militantes presentes no território iraquiano que estavam ligados a ataques contra as instalações petrolíferas do reino. O CENTCOM advertiu que o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica e seus aliados devem cessar os ataques para evitar uma resposta militar adicional dos EUA.