No dia 18 de outubro, o Exército dos Estados Unidos realizou uma série de ataques aéreos contra o Irã, marcando uma escalada significativa no conflito entre os dois países. Os ataques ocorreram durante o dia e incluíram uma onda de bombardeios que durou 90 minutos, enquanto os EUA reimpondo um bloqueio naval aos portos iranianos. Em resposta, Teerã atacou alvos militares americanos em estados do Golfo e ameaçou interromper as exportações de energia na região.
Escalada militar e suas consequências
Os ataques americanos visavam sistemas de defesa costeira e locais de armazenamento e lançamento de mísseis no Irã, conforme declarado pelo Comando Central dos EUA. Segundo a força militar, as operações foram iniciadas às 6h (horário de Brasília) e tinham como objetivo degradar as capacidades militares que o Irã vinha utilizando para atacar navios comerciais no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do mundo, responsável por cerca de 20% das exportações globais de petróleo e gás.
Mais tarde, o Comando Central informou que a primeira rodada de ataques foi concluída às 7h30, com mísseis de precisão atingindo instalações na Ilha Grande Tunb. Os ataques de quarta-feira seguiram uma série de bombardeios realizados na terça-feira, onde os EUA afirmaram ter atingido dezenas de alvos militares nas proximidades do estreito e áreas costeiras do Irã.
Resposta do Irã e implicações regionais
A agência de notícias Mehr, do Irã, reportou que projéteis americanos atingiram uma localização na Ilha Hengam, no Estreito de Ormuz. Em retaliação, o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) do Irã anunciou que havia atacado alvos militares dos EUA na região, incluindo em Bahrein, Kuwait e Jordânia. Além disso, Teerã advertiu que poderia fechar outros corredores de exportação de energia, afirmando que os EUA deveriam se preparar para essa possibilidade.
Recentemente, um acordo de cessar-fogo temporário foi assinado, com o intuito de levar a negociações sobre o programa nuclear do Irã e estabelecer uma trégua permanente. No entanto, as conversas para um retorno ao diálogo não avançaram, e o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, declarou que o país não tem planos de negociar no momento e está focado na defesa.
A guerra, que começou com ataques dos EUA e de Israel ao Irã em 28 de fevereiro, resultou em ataques iranianos a estados do Golfo que abrigam bases militares americanas, provocando grandes interrupções nas cadeias de suprimento de energia global e aumentando os temores de inflação. Embora analistas acreditem que um retorno à guerra em larga escala seja improvável, os riscos de uma nova escalada permanecem.
Em meio ao aumento das tensões, o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou atacar usinas de energia iranianas e pontes caso Teerã não retome as negociações. A guerra já causou milhares de mortes e deslocamentos em massa, especialmente no Irã e no Líbano, onde o conflito recomeçou entre Israel e o grupo militante Hezbollah, apoiado pelo Irã.
Comentários (0)
Entre ou cadastre-se para comentar.