Torcedores argentinos em Nova York se preparam para a final da Copa do Mundo de 2026, que ocorrerá no domingo, em East Rutherford, Nova Jersey, contra a Espanha. A comunidade, especialmente em Elmhurst, Queens, tem uma longa história ligada à diáspora argentina, que cresceu durante a 'guerra suja' dos anos 1970.

Christian Gimenez, morador da região e proprietário da Rio de la Plata Bakery, observou que, apesar das mudanças ao longo dos anos, o espírito da comunidade persiste. "O que faço é tentar manter isso vivo", afirmou, referindo-se à decoração do bairro com as cores da Argentina.

O mural de Lionel Messi e Diego Maradona na padaria de Gimenez é um símbolo da importância do futebol na identidade argentina, que une os compatriotas mesmo com a dispersão da comunidade. Beatriz Jaime, de 74 anos, relembrou a celebração após a vitória da Argentina na Copa de 1978, destacando que as raízes permanecem fortes.

Um Centro de Torcida em Queens

Henry Pachaco, de 45 anos, também expressou o sentimento de comunidade. Vestindo a camisa da seleção, ele descreveu o bairro como "o centro" para os fãs argentinos em Nova York, onde a atmosfera de estádio é recriada durante os jogos, com música, telas ao ar livre e comida de rua.

Para Pachaco, a possibilidade de Messi estar jogando sua última partida pela seleção adiciona um significado especial a este momento. "É como trazer a Argentina para Nova York. A paixão é igual, não importa onde você esteja no mundo", disse ele.

Gimenez abordou também os incidentes racistas envolvendo alguns torcedores argentinos, ressaltando que isso não representa a comunidade. "Se você nos apoia, nós te amamos. Simples assim", afirmou.

Crescimento da Torcida em Brooklyn

A mensagem de inclusão ressoa em Kensington, Brooklyn, onde uma crescente comunidade de origem bangladeshiana se juntou ao apoio à seleção argentina. Shafiqul Alam, que vive na área há 36 anos, notou uma transformação no bairro, onde telas de televisão são instaladas em praças para assistirem aos jogos.

Alam destacou a conexão especial entre a comunidade bangladeshiana e a Argentina, que começou na década de 1980, durante o auge de Maradona. Para muitos, a admiração por Messi é um fator decisivo. Sajid Bhuyan, de 31 anos, disse que quase 90% da comunidade local apoia a Argentina.

Bhuyan relatou a emoção de ver a Argentina reverter situações adversas em partidas, como na semifinal contra a Inglaterra. "Se isso acontecer novamente, nós vamos aproveitar!" concluiu.