A redução das filas do Sistema Único de Saúde (SUS) passa por mais do que a realização de mutirões ou a abertura de novos serviços. Para o presidente do Sindicato dos Médicos no Estado de Goiás, Eduardo Santana, o enfrentamento da espera por consultas, exames e procedimentos exige principalmente financiamento adequado, contratação e distribuição de profissionais de saúde conforme a necessidade da população e descentralização da assistência.

Financiamento insuficiente prejudica o SUS

Segundo Santana, o financiamento do SUS é um dos primeiros pontos que precisam ser enfrentados. Ele afirma que existe um processo de ‘desfinanciamento progressivo’ do sistema e que a responsabilidade pelo custeio é compartilhada entre União, estados e municípios.

‘Pessoalmente, acho que a primeira prioridade é dar sustentação a uma política de financiamento para que todos os serviços que precisam ser realizados sejam realizados’, afirma.

Descentralização e carreira de Estado são necessárias

A segunda questão apontada por Santana está relacionada à disponibilidade de profissionais. Na avaliação dele, o problema é particularmente grave em municípios menores, que têm dificuldades para atrair e manter médicos e outros trabalhadores da saúde.

‘Temos um número significativo de municípios que têm dificuldade, uma pequena dificuldade, grande dificuldade, em prover os seus munícipes de profissionais de saúde’, afirma.