A Organização Mundial da Meteorologia (OMM) advertiu nesta segunda-feira que incêndios florestais e ondas de calor estão ameaçando os esforços globais para melhorar a qualidade do ar e proteger a saúde humana.

Segundo a OMM, as ondas de calor e incêndios florestais, que geram partículas microscópicas de poluição do ar, podem comprometer as iniciativas internacionais para melhorar a qualidade do ar, proteger a saúde humana e preservar a natureza.

A organização sublinhou as ligações entre a poluição do ar e as mudanças climáticas, que os cientistas associam a mais frequência e intensidade de ondas de calor e incêndios florestais.

Impacto das partículas PM2.5

As partículas PM2.5, compostas por partículas microscópicas e gotículas de menos de 2,5 micrômetros de diâmetro, representam uma ameaça à saúde porque podem penetrar profundamente nos pulmões e no sangue.

Estas partículas são emitidas por atividades industriais e agrícolas, aquecimento doméstico e transporte, bem como por incêndios florestais e tempestades de poeira.

A OMM destacou a necessidade de melhor monitoramento de poluentes atmosféricos como aerossóis, partículas finas e ozônio no nível do solo.

Riscos subestimados

A OMM alerta que modelos tradicionais de risco baseados em concentrações totais de PM2.5 podem subestimar a mortalidade atribuível aos incêndios florestais em até 93%.

Um estudo citado na publicação da OMM indica que eventos extremos de fumaça de incêndios triplaram globalmente desde os anos 1990, contribuindo para cerca de 100.000 mortes adicionais por ano entre 2010 e 2018, embora possa ser uma subestimação.