Goiás conta atualmente com 101 Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) distribuídos pelas cinco macrorregiões de saúde do Estado. A estrutura da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) também engloba Serviços Residenciais Terapêuticos, equipes multiprofissionais de atenção especializada em saúde mental, uma Unidade de Acolhimento Adulto, duas unidades infantojuvenis e 66 leitos de saúde mental em hospitais gerais.
Autolesão
A SES-GO contabilizou 5.814 notificações de automutilações e tentativas de suicídio somente no ano de 2022. Diferente do perfil de mortalidade, o registro de notificações é liderado pelo público feminino, que concentrou cerca de 71% dos casos. Pessoas de 20 a 59 anos somaram 61,4% das ocorrências, enquanto adolescentes de 10 a 19 anos responderam por 33,8%. O levantamento também aponta reincidência: 44,1% dos registros indicavam histórico prévio de autolesão.
Superintendente de Políticas e Atenção Integral à Saúde, Lígia Duarte pontua que a autolesão nem sempre está vinculada ao desejo de morte, mas demanda intervenção firme. “Nem toda autolesão envolve intenção de morrer, mas reforça a necessidade de acompanhamento contínuo, especialmente entre adolescentes, e de articulação entre saúde, famílias e escolas. O suicídio é um fenômeno multicausal e não pode ser atribuído isoladamente a um diagnóstico ou acontecimento”, frisa.
Onde buscar atendimento
A porta de entrada preferencial para quem enfrenta sintomas persistentes de ansiedade, depressão ou sofrimento emocional é a Unidade Básica de Saúde (UBS). Após a triagem da equipe, o paciente recebe o suporte inicial no próprio posto ou é direcionado para instâncias mais específicas da rede.
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