Um incêndio na fábrica de calçados Huiteng, localizada em Jinjiang, no sudoeste da China, resultou na morte de pelo menos 28 pessoas na quinta-feira, 9 de julho de 2026. Jinjiang é reconhecida como um importante centro de produção de calçados esportivos.

De acordo com informações da emissora estatal CCTV, havia 237 funcionários e 2 visitantes no prédio no momento em que o fogo teve início, por volta da 1h, horário local. Os bombeiros conseguiram resgatar 213 pessoas, mas duas delas foram declaradas mortas após serem levadas ao hospital. As outras 26 pessoas que estavam desaparecidas foram posteriormente confirmadas como mortas.

Imagens que circulam nas redes sociais mostram o edifício de vários andares envolto em uma densa nuvem de fumaça preta, com algumas pessoas isoladas no telhado, cercadas pelas chamas.

Respostas e Investigações

Após a tragédia, o presidente da China, Xi Jinping, solicitou uma investigação imediata sobre o incidente e exigiu a "responsabilização rigorosa dos culpados". O governo chinês tem enfrentado críticas em relação à segurança no trabalho, que é uma questão recorrente no país.

Dados do Ministério de Gestão de Emergências revelam que, em 2025, ocorreram 19.884 acidentes de trabalho, resultando na morte de 18.261 pessoas. Esses números refletem uma preocupação contínua com as condições de segurança em diversas indústrias no país.

Impacto e Reações

A tragédia em Jinjiang reacende o debate sobre as práticas de segurança em fábricas na China, onde a pressão por produtividade muitas vezes supera as normas de segurança. Organizações de direitos humanos e especialistas em segurança do trabalho têm solicitado reformas para garantir que incidentes como esse não se repitam.

Além disso, a cidade de Jinjiang, sendo um polo econômico significativo, pode enfrentar repercussões em sua imagem e operações comerciais futuras. O incêndio não só afeta as famílias das vítimas, mas também levanta questões sobre a responsabilidade das empresas em garantir a segurança de seus funcionários.