Incêndios florestais no sul de Paris consumiram mais de 1.300 hectares de floresta, levando as autoridades a intensificarem os esforços para controlar as chamas. O fogo, que começou no domingo, 9 de julho, na vasta área de Fontainebleau, uma antiga propriedade real agora repleta de vilarejos tranquilos, ocorreu durante a terceira onda de calor em três meses no país.

Evacuação e mobilização de recursos

Com o aumento das temperaturas, o incêndio se espalhou rapidamente pela reserva da biosfera da UNESCO, causando interrupções no tráfego ferroviário e rodoviário em um movimentado feriado prolongado. Cerca de 1.000 pessoas foram evacuadas de Fontainebleau e áreas vizinhas.

Para combater as chamas, foram mobilizados quatro aviões Canadair, dois aviões Dash e três helicópteros de combate a incêndios. Até a noite de segunda-feira, cerca de 600 bombeiros permaneciam ativos na linha de frente, revezando-se para controlar o fogo, conforme relatou Jean-Marc Sicard, comandante das operações de resgate.

Impactos das ondas de calor e mudanças climáticas

A França está enfrentando uma onda de calor que se intensificou nas últimas semanas, com incêndios florestais registrados em várias partes do país. Este é o mais recente episódio de clima extremo, que, segundo cientistas, se tornou mais frequente nas últimas décadas devido às mudanças climáticas induzidas pelo homem.

Dados oficiais indicam que o país registrou mais de 2.000 mortes excessivas durante a onda de calor em junho e 300 durante os altos índices de temperatura no final de maio. Desde o início do ano, aproximadamente 25.000 hectares de terras francesas foram devastados por incêndios, conforme destacou Julien Marion, diretor-geral de segurança civil, em declaração na última sexta-feira.

As previsões meteorológicas da Meteo-France indicam que as temperaturas devem permanecer elevadas até o feriado nacional do Dia da Bastilha, que ocorre na terça-feira, 14 de julho.