A decisão que impediu a posse da professora e pesquisadora Manoella Treis, de 29 anos, em uma vaga efetiva no Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS) teve como base o que seria uma 'incompatibilidade geográfica' para o exercício do cargo.

Contexto

Manoella, que tem Transtorno do Espectro Autista (TEA), endometriose e faz tratamento para uma condição autoimune chamada doença inflamatória tipo 2, foi aprovada em concurso público por meio das vagas reservadas a pessoas com deficiência. No momento da convocação, recebeu duas opções de lotação, em Veranópolis e Erechim, e optou pelo campus de Veranópolis.

Após a inspeção médica, a junta médica concluiu que a cidade escolhida não ofereceria a estrutura de saúde necessária para atender às suas condições clínicas e ao acompanhamento médico de que necessita.

Defesa da candidata

Manoella afirma estar apta para trabalhar e sustenta que o tratamento não compromete suas atividades profissionais. 'Do ponto de vista da saúde, posso dizer que nunca estive tão bem. Graças ao suporte do SUS e do plano de saúde, tenho acesso a um tratamento moderno com canetas injetáveis. Aplico o medicamento em três sextas-feiras do mês, estratégia que me permite repousar no fim de semana sem comprometer minha rotina acadêmica e de pesquisa', explica.