A Índia sediará a cúpula dos Líderes do Brics neste fim de semana, nos dias 12 e 13 de setembro em Nova Delhi. O evento ocorre mais de seis meses após os EUA e Israel terem lançado ataques contra o Irã, membro do Brics desde 2024, levando a tensões geopolíticas significativas.

Desafios geopolíticos

A cúpula enfrentará o desafio de encontrar uma linguagem sobre a crise no Oriente Médio que tanto Abu Dhabi quanto Teerã possam aceitar, abrindo caminho para uma declaração conjunta. Embora improvável que essa declaração influencie o cenário geopolítico atual, ela demonstrará que um fórum de países emergentes pode se unir contra políticas economicamente debilitantes, como as sanções ocidentais.

O presidente chinês, Xi Jinping, participará do evento em sua primeira visita à Índia em sete anos, ressaltando a importância que Pequim atribui ao Brics e colocando a China, ao lado da anfitriã Índia, no centro dos esforços para manter a coesão do bloco ampliado.

Outros líderes confirmados incluem o presidente russo, Vladimir Putin, o iraniano Masoud Pezeshkian, o sul-africano Cyril Ramaphosa, o egípcio Abdel Fattah al-Sisi e o indonésio Prabowo Subianto, além do secretário-geral da ONU, António Guterres. Os Emirados Árabes Unidos serão representados pelo príncipe herdeiro de Abu Dhabi, xeque Khaled bin Mohamed bin Zayed Al Nahyan.