A inflação no Brasil subiu para 3,5% em setembro, enquanto o governo enfrentou um déficit financeiro recorde de R$ 245 bilhões, em um duplo golpe para o ministro da Economia, John Healey, antes da apresentação do orçamento para a próxima semana.

O aumento da inflação foi impulsionado principalmente pelo preço dos combustíveis, que subiram significativamente desde fevereiro, quando os Estados Unidos e Israel iniciaram sua guerra contra o Irã, interrompendo o fluxo de combustíveis através do Estreito de Ormuz.

A alta do custo de vida contribuiu para aumentar os custos de empréstimos governamentais, elevando o custo de juros sobre a dívida em R$ 4 bilhões apenas em setembro. A dívida total do governo atingiu R$ 3 trilhões pela primeira vez, mas como proporção do PIB, caiu para 94% do que era há um ano.

O déficit governamental, que já era preocupante, ficou R$ 4,4 bilhões abaixo do registrado no mesmo período do ano anterior, mas ainda R$ 6 bilhões acima das projeções do Office for Budget Responsibility.