A agência estatal de notícias Irna, do Irã, informou que dois navios petroleiros "explodiram e foram consumidos pelas chamas" após passarem pelo estreito de Ormuz na noite de sexta-feira (17.jul.2026). O comunicado destaca que as embarcações teriam sido induzidas a passar por um campo minado devido a ações de agências de inteligência dos Estados Unidos.
Até o momento, não foram divulgadas informações sobre as bandeiras de origem dos navios envolvidos, nem sobre possíveis vítimas ou feridos no incidente.

Em resposta, o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) publicou uma declaração na plataforma X, afirmando que as alegações da Irna são infundadas. "Como a maioria das afirmações da IRGC (Guarda Revolucionária do Irã), esta é falsa", declarou o Centcom.

ATAQUES SUCESSIVOS NA REGIÃO
A situação no Oriente Médio se agrava, com a continuidade de hostilidades após um breve período de cessar-fogo que foi interrompido na última semana. Os Estados Unidos têm realizado bombardeios em território iraniano, visando alvos militares específicos.
Na quinta-feira (16.jul), as forças norte-americanas relataram a destruição de uma torre de vigilância na costa sudeste do Irã. Segundo o Centcom, o alvo era uma instalação localizada no porto Shahid Kalantari, em Chabahar. A destruição dessa estrutura militar é considerada uma medida estratégica para reduzir a capacidade da Guarda Revolucionária do Irã de monitorar e atacar embarcações comerciais que transitam pelo estreito de Ormuz, dificultando também ações contra tripulações civis.
A escalada de tensões entre os dois países levanta preocupações sobre a segurança da navegação na região, que é um dos principais corredores de transporte de petróleo do mundo. A possibilidade de novos conflitos pode impactar não apenas a economia local, mas também o mercado global de energia, dado o papel crítico que o estreito de Ormuz desempenha no comércio internacional.
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