O Irã se vê como um potencial vencedor em uma nova ordem no Oriente Médio, almejando estabelecer um ‘Pax Iranica’. A afirmação foi feita pelo Wall Street Journal, que destaca a intenção de Teerã de dominar a região e sua disposição para intensificar ações no estreito de Ormuz, uma via crucial para o comércio global de petróleo.

De acordo com o jornal, a estratégia de longo prazo do Irã sugere que, ao se tornar uma potência regional, poderia esperar alívio nas sanções impostas pelos Estados Unidos. No entanto, John Bolton, ex-conselheiro de segurança nacional de Donald Trump, argumenta que o Irã está “muito fraco para fazer a paz”. Em seu artigo, Bolton aponta que os ataques coordenados dos EUA e de Israel desmantelaram a liderança iraniana, criando um cenário onde não há autoridade para conduzir negociações.

Divisões internas e confrontos com os EUA

O New York Times relata que os setores mais radicais do governo iraniano estão determinados a continuar o confronto com os EUA. A morte de uma parte significativa da liderança conservadora iraniana resultou em um vácuo que tem sido preenchido por figuras que intensificam a hostilidade. Esses conservadores veem qualquer forma de compromisso como “estrategicamente perigosa e moralmente ilegítima”.

A falta de um líder supremo claro tem gerado instabilidade nas decisões de política interna e externa do Irã, de acordo com o diário francês Libération. A ambiguidade sobre quem realmente detém o poder tem exacerbado rivalidades entre os conservadores, complicando ainda mais a situação política do país.

Espionagem russa no Japão

Enquanto isso, uma investigação do New York Times revela que o Japão se tornou um refúgio para espiões russos, criado em parte para dificultar a coleta de inteligência e a obtenção de tecnologia por parte da Rússia. O relatório aponta que as leis de espionagem fracas e a indústria de alta tecnologia florescente do Japão atraíram muitos operativos russos.

Estima-se que 90% dos mísseis e drones russos contenham componentes japoneses, com a operação sendo liderada pela 20ª Diretoria da inteligência militar russa. Essa rede espiona o Japão enquanto busca tecnologia essencial para a produção de armamentos, refletindo a interconexão entre segurança e tecnologia na era moderna.

Por fim, o Washington Post compartilha uma história inusitada sobre a amizade entre um cachorro chamado Barley e um pato chamado Louis, destacando o aspecto humano em meio a tensões globais.