A 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro anunciou na quarta-feira, 15 de julho de 2026, a abertura do edital para a venda de 90% das ações da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Vasco. Essa medida marca o início do processo de alienação judicial da UPI Equity, que é a unidade produtiva isolada responsável pela participação majoritária do clube, conforme informações do Globo Esporte.
A venda faz parte de um plano mais amplo de reestruturação financeira do Vasco, que tem como meta concluir a operação até 30 de setembro de 2026. A alienação judicial tem como objetivo permitir a venda de ativos para a quitação de dívidas e a reorganização da empresa, o que é crucial para a saúde financeira do clube.
Investidor principal e proposta inicial
No edital, a Almirante Participações e Empreendimentos S.A., empresa do empresário Marcos Lamacchia, é identificada como stalking horse bidder, ou seja, o investidor que faz a proposta inicial e tem prioridade na disputa. A Almirante já firmou um contrato vinculante com o Vasco e a SAF, o que lhe confere o direito de igualar ofertas superiores que possam ser apresentadas por outros concorrentes.
Se outro investidor vencer a disputa, a Almirante receberá uma compensação de R$ 50 milhões. A proposta de Lamacchia inclui um aporte mínimo de R$ 650 milhões nos próximos cinco anos, podendo o total de investimentos ultrapassar R$ 2 bilhões.
Obrigações do comprador e investimentos necessários
O vencedor da licitação terá a obrigação de realizar um aporte inicial de R$ 500 milhões, que será dividido em cinco parcelas anuais de R$ 100 milhões, entre 2026 e 2030. Esses recursos deverão ser destinados exclusivamente ao desenvolvimento do futebol do clube.
Além disso, o edital prevê investimentos de R$ 120 milhões no Centro de Treinamento do futebol profissional ao longo de uma década e R$ 30 milhões em melhorias na estrutura das categorias de base em até dois anos. O novo comprador também deverá buscar incentivos fiscais que podem atingir R$ 150 milhões em um período de dez anos e ficará impedido de distribuir dividendos durante os próximos dez anos.
A conclusão da venda está condicionada à reorganização societária da SAF, à resolução de acordos judiciais pendentes e à homologação final pela Justiça. Esses passos são essenciais para garantir a viabilidade da operação e a recuperação financeira do clube.
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