O debate sobre os riscos associados à inteligência artificial (IA) tem ganhado destaque nos últimos dias, com líderes de grandes empresas de tecnologia se posicionando sobre o tema.

Posicionamentos divergentes

A discussão foi acendida por um texto publicado pelo CEO da Anthropic, Dario Amodei, e defendido por outros executivos como Sam Altman, de OpenAI, Elon Musk, dono do X e da empresa de IA xAI, e Demis Hassabis, presidente do Google DeepMind.

Em contrapartida, Mark Zuckerberg, CEO da Meta, e Jensen Huang, CEO da Nvidia, são contrários à ideia, assim como o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

A IA não tem vontade própria

Edney Souza, professor da ESPM e especialista em tecnologia e inovação, explica que a IA não tem consciência e, portanto, não pode se revoltar contra os humanos. Para ele, a tecnologia apenas completa padrões estatísticos a partir dos dados usados em seu treinamento.

Diogo Cortiz, especialista em IA e professor da PUC-SP, afirma que a tecnologia pode tomar decisões que vão contra nossos valores e princípios, mas isso seria resultado do processamento do sistema, e não porque a IA decidiu conscientemente se revoltar.