Luis de la Fuente, treinador da seleção espanhola, tem sido a figura central na transformação do time em uma verdadeira família, um aspecto que pode ser crucial em sua busca pela final da Copa do Mundo. Com 65 anos, ele não se limita a ser apenas um técnico; os jogadores o veem como uma figura paterna, estabelecendo um laço que vai além do campo.

De la Fuente possui três filhos biológicos e se considera pai de 26 outros, referindo-se aos jogadores que ele acompanhou durante uma década. Antes de assumir a seleção principal, o treinador comandou quatro equipes de base, o que lhe permitiu observar e influenciar o desenvolvimento esportivo e pessoal de cada atleta.

Relações de longa data fortalecem o grupo

Um exemplo dessa relação é o goleiro Unai Simón, que, segundo De la Fuente, tem uma conexão mais familiar do que estritamente profissional. “Temos mais uma relação familiar que de treinador e atleta”, afirmou o técnico. Essa dinâmica se estende a outros jogadores, como Pedri, Rodri e Oyarzábal, todos parte do elenco que conquistou a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Tóquio.

O time, reforçado por atletas que já trabalharam sob sua orientação e que contribuíram para os títulos da Liga das Nações de 2023 e da Eurocopa de 2024, reflete a filosofia de De la Fuente. Após a recente vitória sobre a Bélgica, o atacante Nico Williams destacou a importância do treinador ao lembrar a cada jogador da relevância de seu papel na equipe.

Desafios e expectativas na semifinal

Com a semifinal marcada para enfrentar a França, um dos maiores desafios do futebol atual, a Espanha entra em campo com um histórico positivo: a equipe não perde há 36 jogos e venceu os franceses nos últimos dois encontros. O lateral Cucurella, que prometeu fazer uma tatuagem com o rosto do treinador em caso de vitória, exemplifica o compromisso emocional que os jogadores sentem em relação a De la Fuente.

“Parece que virou algo extraordinário encontrar pessoas normais, que entendem seu papel. Nós convocamos os melhores jogadores, mas também convocamos grandes pessoas, gente que facilita a convivência”, declarou o treinador, enfatizando a importância da união e do respeito mútuo dentro do grupo.

Independentemente do resultado da semifinal, o sentimento de orgulho por seus “filhos” permanece inalterado. De la Fuente criou um ambiente onde o talento se encontra com a união, formando uma equipe forte e coesa, pronta para enfrentar os desafios que virão.