O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, criticou o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva por não ter negociado tarifas sobre produtos brasileiros, após a confirmação de uma tarifa adicional de 25% sobre esses itens. Segundo Rubio, a decisão reflete o ego do presidente e prejudica tanto os americanos quanto os brasileiros.

Tarifas e suas motivações

Rubio fez suas declarações nas redes sociais, afirmando que “o presidente Lula e seu governo não negociariam com os EUA de boa-fé”. Ele argumentou que, ao priorizar seu próprio ego em detrimento de um acordo, Lula expôs o povo brasileiro a um custo elevado, que ele considera as tarifas impostas.

A nova tarifa, que entrará em vigor em 22 de julho, foi confirmada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) em 15 de junho. A lista de produtos afetados inclui uma variedade de itens, embora muitos estejam isentos da medida.

Contraposição das autoridades americanas

As declarações de Rubio contrastam com a posição de uma autoridade do USTR, que afirmou em coletiva de imprensa que as motivações para as tarifas não são políticas. “Eu rejeito isso totalmente. Não se trata de gostar ou não das decisões políticas de outro país”, declarou a autoridade em resposta a questionamentos sobre a natureza política da medida.

A mesma fonte destacou que o USTR mantém “conversas bastante cordiais” com representantes brasileiros, enfatizando que essas são as únicas discussões em andamento sobre o tema. “Continuamos abertos ao diálogo”, afirmou, acrescentando que, caso o Brasil opte por retaliação, os EUA poderão considerar modificar suas ações.

Quando questionada sobre o superávit comercial entre os dois países, a autoridade do USTR indicou que esse aspecto não foi o foco da investigação que levou à imposição das tarifas. Ela destacou que as questões centrais envolvem práticas relacionadas à propriedade intelectual, leis anticorrupção e desmatamento.

“Para ser sincero, se resolvêssemos essas outras questões, provavelmente teríamos um superávit maior com o Brasil”, concluiu a autoridade, sugerindo que a relação comercial poderia ser beneficiada por um diálogo mais produtivo.