A atuação de Kylian Mbappé nos pênaltis durante a Copa do Mundo levantou um debate sobre a técnica de 'stutter', especialmente após sua falha na partida das quartas de final contra Marrocos. O jogo, realizado em Foxborough, estava empatado quando Mbappé foi derrubado por Noussair Mazraoui. Ao tentar a cobrança, o capitão da França hesitou na corrida, olhou para o goleiro Yassine Bounou e teve sua cobrança defendida.
No entanto, Mbappé se redimiu ao marcar um gol decisivo no segundo tempo, contribuindo para a vitória da França por 2 a 0. Apesar de sua performance geral, a falha no pênalti gerou questionamentos sobre a eficácia dos chutes com 'stutter', técnica que tem sido alvo de críticas por parte dos tradicionalistas do futebol.
A técnica do 'stutter' em discussão
Embora a técnica não seja nova, com jogadores como John Aldridge e Pelé a utilizarem, a sua eficácia tem sido posta à prova. De acordo com as regras da FIFA, os jogadores podem parar ou fazer uma finta durante a corrida, desde que não o façam imediatamente antes do chute. No entanto, a possibilidade de um goleiro não se comprometer com um lado pode levar a falhas, como a de Mbappé, que se junta a outros jogadores renomados que também erraram cobranças após um 'stutter'.
Com 26 pênaltis dessa categoria cobrados na Copa do Mundo, 11 não resultaram em gol, resultando em uma taxa de conversão de apenas 57%. Em contraste, 24 dos 35 pênaltis sem 'stutter' foram convertidos, alcançando uma taxa de 68% de sucesso. A análise sugere que a técnica pode estar perdendo eficácia à medida que os goleiros se tornam mais preparados e atléticos.
O impacto da pressão nos jogadores
Especialistas como Ian Wright e Pat Nevin comentam sobre a crescente dificuldade em converter pênaltis, citando a evolução das habilidades dos goleiros. Nevin observa que, com goleiros mais altos e atléticos, é necessário um chute preciso para garantir o gol. O próprio Mbappé, que tem uma taxa de conversão de 87,5% pelas seleções, enfrentou um desafio adicional quando houve uma longa espera de mais de três minutos entre a marcação do pênalti e sua tentativa, o que pode ter afetado sua concentração.
Julien Laurens, jornalista francês, destacou que a quebra da rotina de Mbappé pode ter contribuído para sua falha, enquanto Roy Keane expressou que a longa espera é injusta para os atacantes, aumentando a pressão sobre eles. Ian Wright também reforçou que a dúvida aumenta quanto maior a espera para a cobrança.
Com a Copa do Mundo em andamento e a pressão sobre os jogadores aumentando, a discussão sobre a eficácia do 'stutter' e a necessidade de reavaliar as técnicas de cobrança de pênaltis continua a ser relevante.
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