O presidente-executivo da Nestlé, Philipp Navratil, anunciou que a empresa está aumentando os preços e reformulando produtos para lidar com as pressões inflacionárias enfrentadas pelos fornecedores.
Nestlé enfrenta pressões inflacionárias
A empresa suíça, que vende mais de 2.000 marcas, incluindo Nescafé, Maggi e KitKat, está sentindo os efeitos do conflito no Oriente Médio, que já dura seis meses, principalmente em termos de custos de insumos.
Apesar de o Oriente Médio representar cerca de 2% a 3% do faturamento total da empresa, que gira em torno de 90 bilhões de francos suíços, Navratil afirmou que haverá efeitos primários em termos de inflação no que a Nestlé compra.
A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) alertou que o mundo pode estar caminhando para mais um período de inflação alimentar, com o Índice de Preços de Alimentos da FAO registrando uma média de 131,1 pontos em julho, acima dos 130,3 pontos de junho.
A Nestlé também está buscando economizar custos e eliminando produtos pelos quais os consumidores não estão dispostos a pagar mais.
Nestlé revisa seu portfólio
Navratil afirmou que a Nestlé pode adquirir marcas, uma vez que a empresa revisa seu portfólio periodicamente, mas que isso não significa que a empresa esteja apenas se desfazendo de ativos.
A Nestlé também está participando das discussões sobre a inclusão de advertências sobre açúcar, sal e gordura na parte frontal das embalagens na Índia, argumentando que a rotulagem precisa ser feita da maneira correta e deve refletir o tamanho das porções.
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