A transição para uma agricultura de baixa emissão de carbono será um dos desafios estratégicos do agronegócio brasileiro nas próximas décadas. Entre as metas para 2030, junto do horizonte de neutralidade climática em 2050, o setor terá de combinar aumento de produtividade, conservação ambiental, novas tecnologias e eficiência no uso de recursos.
Desafios e estratégias
No curto prazo, 2030 é um marco importante para a transformação do setor. O Plano ABC+, política brasileira para adaptação e baixa emissão de carbono na agropecuária, prevê a expansão de tecnologias capazes de reduzir emissões e aumentar a sustentabilidade dos sistemas produtivos.
Entre as estratégias estão a recuperação de pastagens degradadas, os sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), o plantio direto, a fixação biológica de nitrogênio, o manejo de resíduos da produção animal e a adoção de sistemas produtivos mais eficientes.
Na pecuária, a redução da intensidade das emissões também é uma frente importante. Melhorias na alimentação, no manejo e na produtividade dos animais podem diminuir a quantidade de gases de efeito estufa emitida por unidade de produto.
Para 2050, porém, o desafio é mais amplo. O Brasil mantém o compromisso de alcançar emissões líquidas zero de gases de efeito estufa até esse ano. Para o agronegócio, isso significa avançar não apenas na produção, mas também em energia, logística, uso da terra, bioeconomia e raças.
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