A indústria elétrica brasileira enfrenta um dilema: como integrar tecnologias de inteligência artificial (IA) sem comprometer as finanças das concessionárias e prejudicar os demais consumidores. A proposta de criar GENCOS (geradoras de energia) separadas para esse fim ganha força.

Como funciona? GENCOS são empresas geradoras de energia independentes, que surgiram após a desregulamentação do setor no início do século XXI. Seus fundadores enfrentaram falências devido a excesso de capacidade, demanda abaixo do esperado e dívidas elevadas. Agora, a ideia é usar essa estrutura para investir em IA, isolando os riscos financeiros.

Segundo especialistas, a solução passa por um GENCO associado à concessionária e ao seu grupo holding, financiado com sua própria dívida. Assim, se o GENCO entrar em dificuldades, a concessionária e seus clientes ficam protegidos.

No entanto, a implementação desse modelo depende de detalhes cruciais. Por exemplo, a concessionária pode contratar a compra de energia do GENCO por um período determinado, mas isso deve ser compatível com a vida útil real do projeto de IA. Caso contrário, a concessionária e seus clientes podem ficar presos a um contrato que não se encaixa mais.