Uma vez que a Justiça Eleitoral permitiu que Anthony Garotinho (Republicanos) participasse de todo o processo eleitoral e constasse nas urnas, os votos dados a ele devem ser considerados para fins da realização do segundo turno da eleição para o governo do Rio de Janeiro. Caso contrário, haveria desrespeito à soberania popular dos fluminenses, conforme afirmam especialistas ouvidos pela revista eletrônica Consultor Jurídico . Tomaz Silva/Agência Brasil Em vídeo, Paes defendeu a realização de segundo turno para governador do Rio No primeiro turno, Douglas Ruas (PL) teve 49,27% dos votos válidos (4.270.934 votos), ficando à frente de Eduardo Paes (PSD), com 42,76% (3.706.901).
Se contabilizados os votos de Garotinho, que ficou em terceiro lugar, com 3,17% (274.331 votos), haveria segundo turno. Com a anulação, Ruas passou de 49,27% para 50,88% dos votos válidos e foi eleito na primeira rodada. Caso haja segundo turno, será em 6 de dezembro, a última data para eleições suplementares neste ano, conforme a Resolução 567/2025 do Tribunal Superior Eleitoral.
Se não houver decisão até esse dia, o novo pleito só poderia ser organizado no ano que vem. Em vídeo publicado nesta terça-feira (3/11) em suas redes sociais, Eduardo Paes afirmou que estava em silêncio sobre a eleição do Rio para não atrapalhar a disputa presidencial, vencida por seu aliado Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Agora é hora de reiniciar essa luta, disse o ex-prefeito da capital fluminense.
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