A participação ativa de países asiáticos no desenvolvimento da Rota Marítima do Norte, no Oceano Ártico, tem tornado o corredor uma alternativa promissora às rotas comerciais ao sul, impactadas por frequentes interrupções nos últimos anos. De acordo com o BRICS+ New Economy & Legal Infrastructure Center (NeLi), a rota sul, por Suez e pelo Mar Vermelho, vem enfrentando interrupções sérias nos últimos três anos devido a ataques e desvios necessários.

Projetos em expansão

O interesse das nações asiáticas na Rota Marítima do Norte tem motivação clara. O gelo está derretendo, expandindo a janela anual de navegação na região de 60 para 130 dias nos últimos 30 anos. Além disso, as rotas do sul ficaram mais vulneráveis devido a ataques no Estreito de Ormuz e Suez.

Representantes como Gao Feng, do Ministério das Relações Exteriores da China, e Azamat Kochuev, do Departamento de Desenvolvimento da Rota Marítima do Norte e do Ártico da Rosatom, enfatizam o potencial da rota norte para a economia global e a segurança marítima.