
Uma pesquisa qualitativa realizada a pedido do Partido dos Trabalhadores (PT) e apresentada em uma reunião virtual com líderes da legenda em Goiás, no dia 27 de julho, trouxe resultados preocupantes para os petistas. O levantamento sugere que o impacto da candidatura ao governo do estado, independentemente de quem for o escolhido, será praticamente irrelevante para a campanha de reeleição do presidente Lula.
Desconexão entre votos
Conforme informações obtidas pela coluna Bastidores, a pesquisa revelou que os eleitores, mesmo aqueles que se identificam como progressistas ou de centro, não associam seu voto para presidente ao voto para governador. Além disso, muitos manifestaram a preferência por um governo de continuidade, o que pode favorecer candidatos já consolidados.
Os dados indicam que uma parcela significativa do eleitorado que pretende votar em Lula para presidente tende a escolher Daniel Vilela, do MDB, para governador. Esse fenômeno é impulsionado pela alta avaliação do ex-governador Ronaldo Caiado, que deixou um legado positivo em sua gestão.
Um dos aspectos destacados pelos eleitores diz respeito à segurança pública, onde Daniel Vilela é visto como capaz de manter os bons índices de segurança que foram registrados durante a gestão de Caiado.
Expectativas para a disputa majoritária
A conclusão que se formou entre os integrantes do PT é que, seja qual for o candidato — Adriana Accorsi ou Luis Cesar Bueno —, os resultados provavelmente não mudarão significativamente. A boa avaliação de Caiado e de Vilela é considerada um obstáculo para o aumento das intenções de voto a favor de Lula em Goiás.
No que diz respeito à disputa pelo Senado, a pesquisa sugere que o nome mais cotado para integrar a chapa é o de Cintia Dias, atual presidente do PSOL. Em levantamentos anteriores, Cintia aparece com 6% das intenções de voto, superando outros candidatos, como Aava Santiago, que já declarou sua candidatura à Câmara dos Deputados.
O segundo nome da chapa deve ser escolhido entre os integrantes do PSB, levando em conta a relevância do tempo de televisão da legenda na formação da candidatura. A decisão final sobre a composição da chapa deve ocorrer em um momento próximo à convenção, prevista para o dia 1º de agosto.
(T.P.)
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