Os preços do petróleo apresentaram uma queda significativa nesta terça-feira, 24 de setembro, após a manutenção de uma pausa no combate entre os Estados Unidos e o Irã, o que gerou expectativas de desescalada no conflito no Oriente Médio, que tem afetado o fornecimento de energia.

Os contratos futuros do petróleo Brent, referência internacional, para entrega em setembro, desvalorizaram mais de 2%, atingindo $86,52 por barril. Já os contratos futuros do petróleo West Texas Intermediate (WTI), também para setembro, caíram 2,3%, para $80,71 por barril.

Pausa nas hostilidades e suas implicações

Embora o governo de Teerã tenha negado relatos sobre um suposto acordo de cessar-fogo de 10 dias com os EUA, há uma pausa temporária nas hostilidades. Essa situação se dá em meio a informações sobre a diminuição das munições americanas.

O presidente Donald Trump, que na sexta-feira anterior mencionou à Axios a possibilidade de um "ataque maciço" ao Irã, posteriormente decidiu reavaliar esses planos, conforme reportado pelo The New York Times, citando preocupações sobre os estoques de armamentos.

Durante uma conversa com jornalistas a bordo do Air Force One, enquanto se dirigia a Michigan, Trump descartou a ideia de que os EUA estariam enfrentando escassez de armas, afirmando que as Forças Armadas possuem "muitas" munições.

Análise do mercado e riscos futuros

O Commonwealth Bank of Australia, em nota divulgada na terça-feira, afirmou que a recente queda nos preços do petróleo reflete a diminuição das preocupações quanto a uma escalada imediata entre os EUA e o Irã. No entanto, a instituição alertou que os riscos para o fornecimento global de energia continuam elevados.

Segundo o banco, "a pausa nas hostilidades entre os EUA e o Irã parece ter enfraquecido as expectativas de que o conflito se intensificará, envolvendo ataques significativos à infraestrutura civil e de energia". Contudo, eles advertiram que desavenças em relação ao vital Estreito de Ormuz podem levar a um novo acirramento das hostilidades.