A seleção argentina, campeã mundial, enfrentará a Inglaterra na semifinal da Copa do Mundo, com o defensor Marc Guehi afirmando que a pressão está sobre os rivais. O jogo ocorrerá na quarta-feira em Atlanta, às 20h (horário de Brasília), e marca o reencontro entre as duas seleções, que já se enfrentaram cinco vezes em Copas do Mundo.

Este será o segundo semifinal da Inglaterra em três edições do torneio, sendo que a última vez que a equipe chegou à final foi em 1966. Para avançar, será necessário superar a Argentina, um dos maiores rivais do futebol internacional, conhecida por momentos dramáticos em encontros passados, como o famoso gol de mão de Diego Maradona em 1986.

Expectativa elevada e rivalidade histórica

“A pressão está sobre eles, são os campeões mundiais”, afirmou Guehi, ressaltando a importância do jogo. A equipe inglesa avançou para esta fase após vencer a Noruega por 2 a 1 na prorrogação, e o confronto será transmitido ao vivo pela BBC One e BBC iPlayer.

O técnico da Inglaterra, Thomas Tuchel, destacou que não existem problemas entre ele e o meio-campista Jude Bellingham, que respondeu a críticas sobre sua atuação no jogo anterior. Tuchel afirmou que a equipe teve sorte na vitória contra a Noruega e que o foco agora é total na semifinal.

Preparação e desafios à frente

Tuchel também confirmou que Declan Rice está apto para iniciar contra a Argentina, após ter sido substituído no intervalo do jogo anterior devido a problemas de saúde. Com essa confirmação, apenas Jordan Henderson e Jarell Quansah estarão indisponíveis para a partida.

O confronto será o primeiro em que a Inglaterra enfrentará Lionel Messi em uma Copa do Mundo. Tuchel elogiou o capitão argentino, afirmando que sua habilidade de liderar a equipe é impressionante. “Quando Messi tem a bola, o movimento começa. Sua entrega técnica é de nível altíssimo”, disse o treinador.

Além da rivalidade esportiva, as tensões políticas entre os dois países, especialmente em relação à Guerra das Malvinas na década de 1980, também marcam o encontro. Apesar disso, Tuchel enfatizou que a equipe não se deixará levar por eventos históricos, focando apenas na importância do jogo atual.

“Estamos muito animados e gratos, mas também famintos e prontos para jogar. É uma grande rivalidade entre duas nações que amam o futebol”, concluiu Tuchel, que pode se tornar o quarto treinador a levar uma equipe que não é do seu país natal à final da Copa do Mundo.