O governo do Reino Unido anunciou, na sexta-feira (10.jul.2026), que a Microsoft, Google, Amazon e Oracle foram classificadas como fornecedores terceirizados críticos para o sistema financeiro do país. A nova regulamentação, que entrará em vigor em 13 de julho, impõe uma supervisão direta das autoridades reguladoras sobre essas empresas, conforme reportado pela Reuters.

A decisão foi motivada pela necessidade de reduzir os riscos de interrupções nos serviços financeiros, que podem ser causadas por ataques cibernéticos ou falhas tecnológicas. O crescente uso de serviços de computação em nuvem por bancos, seguradoras e outras instituições financeiras intensificou a preocupação com a resiliência desses sistemas.

Fiscalização e requisitos das empresas

As quatro empresas estarão sob a fiscalização do Banco da Inglaterra, da Autoridade de Regulação Prudencial (PRA) e da Autoridade de Conduta Financeira (FCA). Entre as novas exigências estão a realização de testes periódicos de resiliência, autoavaliações e a obrigação de comunicar incidentes graves às autoridades.

De acordo com o governo britânico, uma interrupção em um grande provedor de nuvem pode impactar simultaneamente diversas instituições financeiras, comprometendo serviços essenciais para os clientes. Essa medida reflete a importância de garantir a continuidade dos serviços financeiros em um cenário de crescente dependência tecnológica.

Comparação com a União Europeia

A abordagem do Reino Unido difere da adotada pela União Europeia, que, em novembro, classificou 19 empresas de tecnologia e serviços como terceiras críticas em um modelo semelhante. Essa diferença de estratégias regulatórias pode refletir as especificidades do mercado financeiro britânico e suas necessidades de supervisão.

Em resposta à nova regulamentação, o Google Cloud destacou, em comunicado à Reuters, que a estrutura regulatória pode fortalecer a resiliência do sistema financeiro do Reino Unido, além de aumentar a transparência e a confiança entre as empresas e os reguladores.

A implementação dessa supervisão regulatória representa um passo importante na tentativa do governo britânico de garantir a segurança e a estabilidade do sistema financeiro em um contexto cada vez mais digitalizado.