O senador dos Estados Unidos Lindsey Graham morreu em decorrência de uma dissecção aórtica, causada por doenças cardiovasculares, segundo um achado preliminar do legista de Washington, D.C. O político, que tinha 71 anos, faleceu no sábado à noite.
Graham, um aliado próximo do ex-presidente Donald Trump, foi eleito para o Senado em 2002 e se destacou como uma das vozes mais influentes de Washington em questões de política externa, frequentemente defendendo intervenções militares dos EUA no exterior.
Últimos dias e reações
O porta-voz de Graham informou que o atestado de óbito ficará pendente até que todos os testes toxicológicos e microscópicos sejam finalizados. O senador havia retornado recentemente de uma viagem a Kyiv, na Ucrânia, onde se encontrou com o presidente Volodymyr Zelensky na sexta-feira.
Em uma declaração, Zelensky expressou sua profunda tristeza pela morte de Graham, afirmando no X: "Lindsey foi um verdadeiro defensor da liberdade e dos valores que tornam nosso mundo mais seguro."
Legado e posicionamentos políticos
Graham era conhecido por sua postura intervencionista em relação à política externa, tendo apoiado fortemente a guerra no Irã. No mês passado, ele declarou à CBS que os EUA "obliterariam" o Irã caso o país não se submetesse ao controle dos EUA sobre o Estreito de Ormuz.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, também comentou sobre a morte de Graham, afirmando que o senador compreendia que a segurança de Israel e dos EUA eram inseparáveis, e que o país havia perdido "um de seus maiores amigos".
Embora Graham tenha sido crítico de Trump em um momento, afirmando antes da eleição presidencial de 2016 que o partido seria "destruído" caso Trump fosse o candidato, ele mudou de posição e apoiou o ex-presidente nas eleições de 2024. Em 2023, Graham disse à BBC: "Há um lado sombrio em Donald Trump... e ele foi um presidente muito bom. Mas estou ao lado dele porque vi o que ele fez." Ele citou o histórico de Trump na fronteira sul dos EUA, a morte do comandante militar iraniano Qasem Soleimani e a nomeação de juízes conservadores como seus principais pontos de apoio.
Após a morte de Graham, o governador da Carolina do Sul, Henry McMaster, terá a responsabilidade de nomear um substituto temporário para completar o restante do mandato de Graham, que termina em janeiro. O novo sucessor será escolhido nas eleições de meio de mandato em novembro. Antes da morte de Graham, os republicanos detinham uma maioria de 53-47 sobre os democratas no Senado, e ambas as partes estão lutando pelo controle do Senado nas próximas eleições.
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