O Banco Central encontrou indícios de que dois servidores do órgão receberam R$ 12 milhões em propinas do Banco Master. Segundo as investigações, Paulo Sérgio Neves de Souza teria recebido R$ 8 milhões, incluindo durante seu mandato como diretor de fiscalização, enquanto Belline Santana, ex-chefe de supervisão bancária, teria recebido cerca de R$ 4 milhões.
Investigações internas
A apuração interna do Banco Central foi feita com base na evolução patrimonial dos servidores e constatou que seus bens aumentaram significativamente além da renda obtida no serviço público. Desde janeiro, Paulo Sérgio e Belline estão afastados dos cargos e sem acesso ao prédio e ao sistema do BC.
Em março, foi aberto um processo administrativo no âmbito da Controladoria-Geral da União (CGU), que poderá decidir pela demissão dos dois.
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