Tenho o hábito de fotografar pássaros nos parques de Goiânia. No domingo, 1º de novembro, estive em dois parques — o Beija-Flor, no Setor Jaó, e o Parque Lagoa Vargem Bonita. Socozinho e suas dificuldades com o peixe | Foto: Euler de França Belém/Jornal Opção/2026 No Parque Beija-Flor, encontro, de cara, um socó, pequeno, com um peixe relativamente grande no bico.
Parece tentar encontrar uma forma de engoli-lo. Socozinho: agora vai… | Foto: Euler de França Belém/Jornal Opção/2026 Observo e faço fotos com o celular, acompanhando o pássaro jeitoso. Ele vira o peixe e não o deixa cair.
Penso: não dará conta de engoli-lo, porque é “grande” demais. Mas o socozinho, com rara habilidade, vai se organizando e acaba engolindo o peixe. Ufa: o socozinho engoliu o peixe | Foto: Euler de França Belém/Jornal Opção/2026 Aí imagino: vai engasgar-se.
Qual nada. Ele engoliu o peixinho, esticou o pescoço e o armazenou em algum lugar. Logo, voltou a olhar as águas, em busca, quem sabe, de novo alimento.
O socozinho se estica todo: o peixe está guardadinho | Foto: Euler de França Belém/Jornal Opção O socozinho era tão pequeno, belo e atento que, por minutos, fiquei a observá-lo com atenção. Ele não tem braços (só asas) nem anzol, mas tem um bico potente e o olhar do lince. Fico a imaginar: pescar, para os socós, pequeno e o boi, as garças e os martins-pescadores é praticamente uma arte.
Não apenas uma maneira de alimentar-se. No mesmo local, vi um socó maior e uma garça glutona, pescando e engolindo peixes — por sinal, menores do que o espantosamente engolido pelo socozinho.
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