Nesta semana, os contratos futuros da soja na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) registraram forte valorização, alcançando os melhores níveis em três anos.

Compra chinesa e alta do petróleo

A demanda chinesa pelo produto norte-americano e a disparada do petróleo foram os principais fatores que impulsionaram as cotações.

Na quinta-feira, os contratos futuros da soja fecharam nos melhores níveis em três anos, devido à compra de cerca de 1 milhão de toneladas de soja pelos Estados Unidos.

A China comprou essa quantidade de soja dos EUA nesta semana, ampliando as aquisições antes da visita do presidente chinês Xi Jinping a Washington, prevista para o fim deste mês.

Com as novas compras, o volume de soja norte-americana adquirida pela China se aproxima da metade das 25 milhões de toneladas que a Casa Branca afirmou que Pequim havia se comprometido a comprar anualmente até 2028.

Mercado no Brasil

No Brasil, o mercado físico apresentou ofertas firmes, acompanhando as altas em Chicago. Analistas destacam a pouca oferta disponível e a retração dos produtores.

Em regiões do Centro-Oeste, como Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais, resta pouco volume de soja. No MAPITO, praticamente não há mercado disponível, com a movimentação concentrada nas ofertas da safra nova.

O basis local permanece extremamente forte, com ofertas muito acima da paridade em algumas regiões, embora para poucos volumes. O spread entre compradores e vendedores também segue elevado.