O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na sexta-feira que o país responderá de forma devastadora ao Irã caso haja uma tentativa ou sucesso em um atentado contra sua vida. Em uma postagem em sua plataforma de mídia social, Truth Social, Trump declarou: "Ordens já foram dadas, e o Exército dos EUA está pronto, disposto e capaz de dizimar e destruir todas as áreas do Irã por um período de um ano, sujeito a prorrogação."

As declarações de Trump surgem em um momento de crescentes tensões entre os dois países, com um histórico de hostilidades que se intensificaram nas últimas semanas. O presidente dos EUA enfatizou que "mil [1000] mísseis estão prontos e apontados para a República Islâmica do Irã, com milhares a mais prontos para seguir imediatamente, caso o governo iraniano aja sobre sua ameaça de assassinar ou tentar assassinar o presidente dos Estados Unidos, neste caso, EU!".

Tensões aumentam após troca de ataques

A troca de fogo entre os EUA e o Irã nesta semana levantou preocupações sobre a possibilidade de um retorno a uma guerra em larga escala na região. Trump insistiu que um cessar-fogo previamente acordado com o Irã não está mais em vigor, embora tenha sinalizado disposição para retomar negociações com a república islâmica.

Em resposta, o governo iraniano reafirmou que cumpriu sua parte no acordo de cessar-fogo. As declarações de ambos os lados marcam um novo ponto baixo nas relações, que já eram tensas devido a uma série de incidentes recentes.

Inteligência israelense e negociações em andamento

Na semana passada, Israel compartilhou com os Estados Unidos informações sobre um suposto plano específico do Irã para assassinar Trump, segundo relatos da mídia americana. Este desenvolvimento ocorre em um contexto em que o Irã sepultou seu ex-líder supremo, Ali Khamenei, mais de quatro meses após sua morte em um ataque aéreo.

Além disso, negociadores do Catar estão em Teerã para se encontrar com autoridades iranianas, com o intuito de desescalar as tensões e criar condições para a continuação de negociações mais amplas. Fontes com conhecimento da situação informaram que essas conversas estão sendo realizadas em coordenação com os Estados Unidos, em uma tentativa de evitar uma escalada maior no conflito.