O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se juntou às críticas às táticas da seleção inglesa após a derrota para a Argentina na semifinal da Copa do Mundo. Ele questionou o papel defensivo atribuído a Harry Kane no segundo tempo da partida, que terminou em 2 a 1 para os argentinos.

A derrota da Inglaterra foi marcada por substituições polêmicas do técnico Thomas Tuchel, que foram alvo de críticas por parte de comentaristas e torcedores. Esses ajustes ocorreram após a Inglaterra ter tomado a liderança com um gol de Anthony Gordon, mas a Argentina conseguiu uma virada dramática com dois gols nos minutos finais, garantindo um lugar na final contra a Espanha.

Críticas ao desempenho da seleção inglesa

Segundo a BBC Sport, vários jogadores importantes da Inglaterra expressaram descontentamento em relação às instruções que receberam para finalizar a partida. Tuchel optou por uma formação defensiva nos momentos finais, o que, segundo Trump, foi um erro. “Você tem um grande jogador na Inglaterra com quem joguei golfe. E ele é Harry [Kane], que tem sido fantástico”, comentou Trump. “Acho que talvez tenham cometido um erro ao torná-lo um jogador defensivo. O que eu sei sobre futebol? Eles estavam na frente e colocaram seu melhor jogador na defesa. Precisamos ser um pouco ofensivos, certo?”, questionou o presidente.

As críticas de Trump foram rapidamente desconsideradas por Tuchel durante uma coletiva de imprensa. O treinador não se deixou abalar pelos comentários e focou em preparar a equipe para o futuro.

Controvérsias e decisões de FIFA

Além das críticas a Kane e à estratégia de jogo, Trump também comentou sobre sua intervenção em relação à suspensão do atacante americano Folarin Balogun. O jogador de 25 anos recebeu um cartão vermelho em um jogo anterior e estava suspenso para a partida das oitavas de final contra a Bélgica. No entanto, a FIFA decidiu suspender a punição automática por 12 meses, gerando polêmica.

Trump relatou que entrou em contato com Gianni Infantino, presidente da FIFA, para reclamar da decisão, embora tenha reconhecido que não sabia como a situação se desenrolaria. “Este torneio foi como nenhum outro, cheio de competição feroz e momentos inesquecíveis”, afirmou Trump, elogiando a organização do evento. Infantino, por sua vez, expressou satisfação com os resultados da Copa, que superaram as expectativas, e destacou a importância do evento como um marco cultural e social.

As declarações de Trump sobre a decisão da FIFA em relação a Balogun podem acirrar ainda mais as controvérsias em torno do torneio. Críticos alegam que a relação próxima entre Trump e Infantino pode comprometer a neutralidade política da FIFA.

Apesar das críticas, a Copa do Mundo nos Estados Unidos, México e Canadá está prevista para gerar receitas recordes, estimadas em US$ 9 bilhões, o que garante a Infantino um forte apoio global e a possibilidade de reeleição no próximo ano.