O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizou nesta terça-feira (28) reuniões na Casa Branca com o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, e o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu. Os encontros visam abordar questões relacionadas à guerra na Ucrânia e ao conflito no Oriente Médio, em um contexto de crescente tensão internacional.

Encontro com Zelenski

Zelenski chegou à Casa Branca por volta das 9h45 (10h45 em Brasília) e deixou o local cerca de uma hora e quinze minutos depois. Em suas redes sociais, o presidente ucraniano comentou que teve uma “boa reunião” com Trump, na qual discutiram a possibilidade de concessão de licenças para a produção de interceptadores do sistema Patriot, além de outras ideias que poderiam ser benéficas para a Ucrânia.

Reunião com Netanyahu e suas Implicações

Após o encontro com Zelenski, Trump se reuniu com Netanyahu, marcando a primeira conversa entre os dois desde o início da guerra no Irã, que começou em 28 de fevereiro. O último encontro reservado ocorreu antes do conflito, e, segundo o jornal The New York Times, foi nesse contexto que Netanyahu convenceu Trump a apoiar uma intervenção militar na região.

As reuniões ocorrem em um cenário de incertezas sobre a estratégia dos EUA. Trump ainda não definiu se buscará uma saída negociada para o conflito no Irã ou se intensificará o envolvimento militar americano. Nos últimos meses, a relação entre Trump e Netanyahu enfrentou desafios, especialmente durante tentativas de estabelecer um cessar-fogo, enquanto Netanyahu continuava a realizar ataques contra aliados do Irã, evidenciando diferenças entre os dois governos.

Netanyahu, antes de viajar para Washington, expressou em suas redes sociais que a pauta do encontro incluiria diversos assuntos, com ênfase no Irã. Ele afirmou estar comprometido em garantir a segurança e o futuro de Israel.

A ausência do vice-presidente dos EUA, J. D. Vance, no encontro com Zelenski, foi notada, uma vez que ele participou de uma cerimônia no Capitólio em homenagem ao falecido senador Lindsey Graham. Graham, que faleceu no dia 11, era um defensor importante da continuidade da ajuda militar americana à Ucrânia e do endurecimento das sanções contra a Rússia.

Os esforços dos EUA para mediar negociações entre Rússia e Ucrânia têm mostrado resultados limitados. A última rodada de conversas, realizada em fevereiro em Abu Dhabi, resultou apenas em acordos para troca de prisioneiros. Desde então, a atenção da Casa Branca tem se voltado para o conflito com o Irã, reduzindo a prioridade nas negociações sobre a Ucrânia.

Apesar disso, Trump e Zelenski mantiveram contato, com uma reunião anterior durante a cúpula da Otan em julho, considerada produtiva. Trump havia indicado que permitiria à Ucrânia produzir seus próprios mísseis interceptadores, o que poderia fortalecer a defesa do país contra a Rússia.