Para comemorar a ascensão de D. Pedro I ao trono imperial, cunhou-se a moeda de ouro de 6.400 réis, que ficou conhecida como a Peça da Coroação e é considerada até hoje, uma das mais raras e valiosas do Brasil.

Produção e rejeição

Foram produzidos 64 exemplares, cunho assinado pelos gravadores Zeferino Ferrez (anverso) e Thomé Joaquim da Silva Veiga (reverso) e fabricados pela Casa da Moeda do Rio de Janeiro. Essas moedas não chegaram a circular efetivamente porque a cunhagem foi suspensa por D. Pedro I. O Imperador não gostou do que viu e mandou para tudo.

D. Pedro desgostou do fato de nelas aparecer representado de busto nu, à feição dos imperadores romanos; e o de figurar a coroa real diamantina, em vez da imperial que designava o título. A omissão da palavra CONSTITUCIONALIS e do complemento ET PERPETUUS BRASILIAE DEFENSOR, também foram motivos para a interrupção, o que pressupõe um desejo do poder absolutista.