Mensagens obtidas pela Polícia Federal indicam que o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, pediu ao publicitário Thiago Miranda que produzisse um levantamento sobre , CEO do Itaú , e sua mulher, Camila Moretti Maluhy. Os diálogos foram revelados nesta 5ª feira (9.jul.2026), quando Miranda se tornou alvo de busca e apreensão na 10ª fase da operação Compliance Zero. Nas conversas recuperadas pela PF, Vorcaro escreveu ao publicitário: “Estou precisando fazer um levantamento do Milton Maluhy” , “Está me causando muito problema” .
Depois de 1 minuto, Miranda respondeu: “Deixa comigo” . Em conversa posterior, o publicitário informou ao fundador do Master que o material já estaria concluído. Entre os arquivos compartilhados pelos 2, havia um documento com informações pessoais e patrimoniais de Milton e Camila Maluhy, intitulado “Família Maluhy Relatório Sobre Execução Fiscal – Caso Milton Maluhy Filho e Camila Moretti Maluhy”.
No documento, havia estampada a identidade visual da Miranda Comunicações, conhecida como Agência MiThi, vinculada a Thiago Miranda. As operações realizadas no meio da tarde desta 5ª feira (9.jul) indicam que Miranda era responsável por coordenar um núcleo para espionar pessoas que contrariavam os interesses de Vorcaro. Em nota, a defesa do publicitário nega que tenha agido com “ilegalidade” e que “sempre pautou sua atuação profissional pela legalidade, pela transparência e pelo respeito às instituições e pelo livre exercício da liberdade de expressão, não tendo praticado qualquer ato criminoso, tampouco participado de conduta destinada a intimidar, coagir, constranger ou violar direitos de terceiros”.
Eis a nota na íntegra: “Acerca dos fatos amplamente divulgados no dia de hoje, a defesa de Thiago Miranda vem a público refutar, de forma categórica, a prática de qualquer ilegalidade por seu constituinte. “Thiago Miranda sempre pautou sua atuação profissional pela legalidade, pela transparência e pelo respeito às instituições e pelo livre exercício da liberdade de expressão, não tendo praticado qualquer ato criminoso, tampouco participado de conduta destinada a intimidar, coagir, constranger ou violar direitos de terceiros. “A defesa esclarece que a existência de investigação em curso não autoriza qualquer juízo antecipado de culpa, devendo ser rigorosamente preservadas as garantias constitucionais “do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório e, sobretudo, da presunção de inocência.
Thiago Miranda está inteiramente à disposição das autoridades competentes para prestar todos os esclarecimentos necessários, colaborar com a apuração dos fatos e demonstrar, no foro próprio, a absoluta regularidade de sua conduta. “Por fim, informa que a defesa acompanhará atentamente todos os atos do procedimento e adotará as medidas jurídicas cabíveis para assegurar que os fatos sejam apurados com equilíbrio, técnica e respeito às garantias legais, afastando-se conclusões precipitadas ou interpretações incompatíveis com a realidade.” Outros alvos A decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça aponta que o mesmo método foi usado contra a jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo .
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