A administração Trump decidiu na segunda-feira, 14 de julho, proibir cidadãos dos Estados Unidos que se encontram na República Democrática do Congo (RDC) de retornarem ao país, em meio a um surto de Ebola que continua a avançar mais rapidamente do que os esforços de resposta.

Segundo informações da Reuters, os americanos que estão atualmente na RDC ou que viajaram recentemente para a nação afetada pelo Ebola foram incluídos em uma lista de "não embarque". Eles não poderão retornar aos EUA até que tenham passado 21 dias em um terceiro país. A ordem foi emitida com base em uma autoridade de transporte conhecida como Título 49 e foi confirmada de forma independente pelo Politico.

Impacto imediato sobre cidadãos americanos

Ambos os veículos de comunicação relataram que cerca de duas dúzias de americanos que planejavam embarcar em voos de volta para casa na terça-feira, 15 de julho, já foram impedidos de fazê-lo por causa da nova regra. A situação gera incerteza sobre a aplicação da proibição a funcionários do governo, uma vez que os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) têm pelo menos duas dúzias de empregados atuando na RDC.

Contexto do surto de Ebola

O Ebola é uma doença grave que pode causar febre hemorrágica e tem uma taxa de mortalidade elevada. O surto atual na RDC é uma preocupação crescente para autoridades de saúde pública, que enfrentam desafios na contenção da doença. A decisão de proibir o retorno de cidadãos americanos reflete uma tentativa de minimizar o risco de propagação do vírus para os Estados Unidos.

A medida, embora polêmica, é vista como uma precaução necessária em um momento em que a situação de saúde pública no Congo é crítica. O governo dos EUA está monitorando de perto a evolução do surto e pode tomar outras decisões em resposta à situação.